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Vai, planeta!

3.000 km: Estão criando a maior trilha do Brasil que deve passar por 5 estados

E você pode ajudar nessa empreitada!

Já pensou em atravessar o país a pé? É essa a proposta do Caminho da Mata Atlântica, uma trilha de 3 mil km que unirá o estado do Rio Grande do Sul e o do Rio de Janeiro.

Liderada pela ONG WWF-Brasil e com o apoio de órgãos estaduais, grupos locais e pelo Ministério do Meio Ambiente, a proposta foi idealizada em 2012, durante o VII Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CBUC), e desde então conta com voluntários para sua conclusão.

Assim, todo o trabalho acontece graças a pessoas que apoiam a causa e buscam promover a conservação da Mata Atlântica. Aliás, se você se enquadra nessa categoria, é possível se inscrever para ser voluntário do Caminho da Mata Atlântica, a partir deste link.

É a oportunidade perfeita para você se aventurar por aí, curtir as áreas naturais do nosso país e trabalhar por uma boa causa!

“O projeto é pautado por quatro componentes primordiais, a trilha, o engajamento dos grupos locais, o fortalecimento da cadeia do turismo e a biodiversidade”, afirma Karina Yamamoto, da assessoria de imprensa.

Como uma ótima alternativa para promover o turismo sustentável, a megatrilha passará por diversas áreas de conservação do estado de Santa Catarina, Paraná e São Paulo, tendo início no Parque Nacional Aparados da Serra, RS, termina no Parque Estadual Desengano, RJ.

Inspirada na trilha Appalachian Trail, localizada no leste dos Estados Unidos e com 3.500 km, o Caminho da Mata Atlântica espera aumentar o contato direto das pessoas com a natureza e alavancar o montanhismo no Brasil.

De acordo com a assessoria de imprensa, demorará cerca de 30 anos para a megatrilha estar completa e devidamente sinalizada.

“Outras experiências ao redor do mundo, de porte semelhante demoraram um pouco mais que isso”, afirma em nota.

O percurso do Caminho da Mata Atlântica

Em construção para seguir toda a cadeia montanhosa da Serra do Mar, conhecida principalmente por suas trilhas, o Caminho da Mata Atlântica pretender englobar inúmeros locais turísticos e de conservação da natureza.

Enquanto algumas trilhas já existem, alguns trechos foram implantados por parceiros, gestores ou terceiros. Assim, mesmo com um traçado sendo implementado, eles estão abertos para apoio caso haja interesse em incluir outro ponto.

Com a possibilidade e espaço para possíveis pernoites e estruturas de apoio ao longo da trilha, também serão incluídas alternativas de trajeto para perfis específicos de trilheiros, como aqueles que vão de barco, bicicleta, cavalo, entre outros.

“No inicio do projeto foi sugerido um traçado macro, que é discutido e validado pelos grupos locais em reuniões específicas e a versão final do traçado sempre é definida pelo grupo local”, explica Karina Yamamoto.

De acordo com o site oficial da megatrilha, o percurso evitará áreas de conflitos com proprietários privados, grandes áreas urbanas, áreas críticas em relação à violência e terrenos sensíveis.

Assim, eles priorizarão áreas protegidas, trilhas e roteiros já existentes, incluindo passagens por atrativos importantes e comunidades que tenham demonstrado interesse no projeto. Se houver a necessidade de atravessar comunidades, a autorização deverá partir delas.

“É bastante comum nesse tipo de projeto que haja uma grande diferença entre a proposta inicial e o traçado final, o que permite que a trilha passe por mais atrativos e esteja mais conectada com a região por onde passa”, explica a assessoria.

Como será a segurança da megatrilha?

Da responsabilidade de todos os órgãos envolvidos, estabelecer uma boa sinalização é necessário para oferecer um ambiente seguros ao visitantes. Por isso, com uma votação na internet, foi escolhida o uso de setas.

Com o objetivo de guiar o caminhante, facilitar ações de manejo, evitar processos erosivos e impedir a criação de atalhos, as setas serão pintadas a partir de tintas rústica com estêncil para madeira.

Sinalização destacada na árvore.

Além disso, também serão utilizadas pequenas placas metálicas ou em PVC (para uso direcional, regulatório e informacional) e fitas com o símbolo do Caminho.

A escolhas das setes aconteceu por elas serem facilmente reconhecidas por qualquer pessoa e terem uma interpretação é universal, por serem auto explicativa e por facilitarem o corte do molde, exigindo menos capacitação dos voluntários para reproduzi-la em campo.

“Um dos objetivos do projeto é o de se fortalecer uma cadeia de turismo de base comunitária que possa oferecer boa estrutura aos caminhantes, algumas das Unidades de Conservação também oferecem estrutura de acomodação”, conclui Yamamoto.

Natalia Almeida
Estudante de jornalismo, 21 anos e capricorniana. Veio ao mundo para aproveitar a festa que é a vida e escrever sobre isso.

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