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Vai, planeta!

17 Produtos que a gente ama e estão matando Orangotangos, Tigres e Elefantes

Para evitar a destruição do habitat, consuma de forma consciente e limitada.

Rica em biodiversidade, as florestas tropicais da Malásia e Indonésia estão desaparecendo cada vez mais devido à produção de óleo de palma. Agora, com a perda de seu habitat, tigres, elefantes e, principalmente, orangotangos estão sendo levados à extinção.

Usado na culinária de diversos países, inclusive no Brasil, o óleo de palma é extraído de um tipo de palmeira conhecida como dendezeiro ou coqueiro de dendê (nome científico Elaeis guineensis).

Elaeis guineensis

Um dos óleos mais produzidos no mundo, ele aparece em diversos pratos típicos e é um importante componente na produção industrial de cosméticos e alimentos, como shampoo e sabonetes, até pizzas, sorvetes e biscoitos:

Cerca de 50% de todos os produtos industrializados, amplamente encontrados em supermercados e lojas, possuem óleo de palma.

Além de seu cultivo ser danoso ao ambiente, já que agricultores precisam desmatar florestas tropicais para conseguir espaço para sua plantação, ele também está diretamente relacionado à extinção em massa de orangotangos e outros animais, como os rinocerontes.

Os incêndios são provocados por uma técnica primitiva ilegal utilizada para capinar e fertilizar a terra.

Assim, ao passar dos anos, a demanda crescente pelo produto levou à destruição de milhares de hectares de florestas tropicais centenárias e consequentemente à morte de milhares de animais.

Como o óleo de palma tem baixo custo, promove maior maciez e facilita a conservação de grande parte das comidas industrializadas, multinacionais como a Pepsico, a Unilever e a Nestlé foram alguma das empresas denunciadas pela destruição da floresta.

Para saber se o teu produto predileto tem óleo de palma entre os ingredientes, busque por:

Óleo vegetal (Vegetable Oil), Gordura vegetal (Vegetable Fat), Palm Kernel, Palm Kernel Oil, Palm Fruit Oil, Palmate, Palmitato (Palmitate), Palmolein, Glicerol (Glyceryl), Stearate, Stearic Acid, Elaeis Guineensis, Palmitic Acid, Palm Stearine, Palmitoyl Oxostearamide, Palmitoyl Tetrapeptide-3, Sodium Laureth Sulfate, Sodium Lauryl Sulfate, Sodium Kernelate, Sodium Palm Kernelate, Sodium Lauryl Lactylate/Sulphate, Hyrated Palm Glycerides, Etyl Palmitate, Octyl Palmitate, Palmityl Alcohol.

Abaixo, listamos 17 produtos extremamente populares que, infelizmente, possuem óleo de palma em sua fórmula. Sabemos que erradicá-los da nossa vida é difícil, mas podemos começar com o consumo consciente e limitado.

1. Nutella

Grande parte dos chocolates industrializados e vendidos no mercado possuem óleo de palma em sua composição, inclusive os cremes/pastas industrializadas. A Nutella, por exemplo, usa o componente para garantir uma textura macia e a maior durabilidade ao produto.

Além da alternativa mais simples, que é diminuir o consumo de chocolate industrial (apesar de ser muito gostoso), você também pode tentar fazer receitas em casa. Existem diversas receitas caseiras de creme de avelã, por exemplo.

 

2. Aveia Quaker

Mambo, https://www.mambo.com.br/aveia-flocos-finos-quaker-pacote-200g/p

É difícil uma alternativa mais saudável à aveia em floco, mas você pode começar com o uso consciente! Dentro da Pepsico, a empresa Quaker também é responsável por usar óleo de palma em seus alimentos.

No supermercado, opte por aveias da Taeq ou da Mãe Terra, marcas que usam ingredientes orgânicos e naturais em seus produtos.

 

3. Doritos, Ruffles e Cheetos

A marca Pepsico é uma das empresas que aparecem no documentário “Before The Flood” da Netflix por estarem frequentemente enfrentando ONGs ambientais devido ao óleo de palma, utilizado em seus lanches e snacks.

Evitar salgadinhos (de todas as marcas) na sua dieta não diz respeito apenas aos orangotangos, mas também à sua saúde! Ao invés de exclui-los totalmente de sua dieta, por que não apenas reduzir seu consumo? Tente também alternativas saudáveis, como chips de legumes variados.

 

4. Sopa Knorr

Como quase qualquer outro produto industrializado, as sopas em caixinha – como a da marca Knorr – também possuem óleo de palma. Nesse caso, possuem uma quantidade mais fraca, mas já é uma boa razão para fazer uma sopa caseira, né? Além disso, legumes e vegetais de verdade conseguem proporcionar os nutrientes que precisamos para o dia a dia.

 

5. Torrada Bauducco

Mambo, https://www.mambo.com.br/torrada-tradicional-bauducco-142g/p

Assim como pães e brioches industrializados, as torradas (de todas as marcas) também levam óleo de palma em sua fabricação. Ainda que em menor quantidade, ele mantém o alimento conservado por mais tempo e aumenta a data de vencimento.

Ok, elas são deliciosas e é muito difícil evitá-las, mas você já pode começar diminuindo o seu consumo. E se quiser experimentar algo novo, faça torradas usando o pão francês antigo que está parado na cozinha.

 

6. Margarina Qualy

A Qualy utiliza óleo de palma em seus produtos, mas todas as outras margarinas existentes no mercado também usam o componente. Um substituído mais barato à manteiga, a margarina é rica em gordura trans e um dos grandes vilões da saúde: com alto valor calórico, ela pode elevar o colesterol e causar doenças cardiovasculares.

Por isso, exclui-la da sua dieta, proporciona melhor qualidade de vida! Falamos sobre inúmeras alternativas à margarina – e à manteiga – nesta matéria. Elas vão desde o próprio azeite de oliva (mais simples) até purê de abóbora e de maça.

 

7. Sorvete Nestlé

E quem não ama sorvete?! É fato que expulsá-lo da nossa dieta é triste e quase impossível, mas tudo começa com uma produção caseira. A Nestlé é uma das gigantes conhecidas por utilizar óleo de palma em seus produtos, como os sorvetes, os chocolates e produtos achocolatados.

Assim, que tal começar a fazer o seu próprio sorvete? Tem receitas aqui. Além de ajudar as florestas e os animais da Indonésia, você diminui a quantidade de açúcares e gorduras do seu corpo, e de quebra, aprende novas receitas!

 

8. Passatempo

Tá, é difícil não buscarmos por uma Passatempo quando estamos em um dia complicado e com muita vontade de comer um docinho. Ainda por cima, ela possui aquele gostinho de infância e é extremamente prática. Mas, como a maioria dos alimentos industrializados, também possui óleo de palma na fórmula para conservação.

Além de diminuir o seu consumo (limitando a uma ou duas vezes na semana), existem inúmeras alternativas mais saudáveis que a bolacha para você incluir em seus lanchinhos da tarde. Entre elas, podemos citar cookies caseiros, frutas, pipoca, mix de castanhas e frutas, entre outros.

 

9. Miojo Nissin

Não é de hoje que o macarrão instantâneo – conhecido como “miojo” – é um grande vilão da saúde, né? Com alto teor de sódio, gordura e conservantes em sua composição, ele pode sobrecarregar nosso sistema digestivo e pode levar ao aumento do risco de problemas cardiovasculares. E, além de tudo isso, ele é rico em óleo de palma!

Para ele, essa é a única alternativa possível (e com certeza muito mais gostosa): comer macarrão de verdade! A massa não leva óleo de palma em sua composição e molhos naturais sempre são melhores.

 

10. Bolo Panco

Sabe aquele bolinho de pacote que você compra para o lanche da tarde? Então, ele também possui bastante óleo de palma e o famoso da marca Panco é um deles! Com grandes quantidades de ácidos graxos saturados, eles deviam ser no mínimo maneirados (assim como as bolachas). Fazer um bolo de verdade não leva mais do que 40 minutos.

 

11. Sucrilhos Kellogs

A Kellogs é conhecida pelos seus cereais e barrinhas de cereais. Também usando óleo de palma em seus produtos, a marca já foi denunciada por diversas ONGs. Com grande quantidade de sódio e açúcar, como detalhado nesse artigo, o consumo deve ter seu usado maneirado principalmente por crianças. No mercado, o sucrilhos pode ser substituído por cereais naturais e ricos em nutrientes.

 

12. Snickers

Produzido pela Mars, o Snickers é um dos chocolates que estão diariamente na nossa vida, pelo sabor e pela praticidade. Um dos chocolates mais vendidos nos últimos tempos, ele também possui óleo de palma entre seus ingredientes.

Fugir do óleo de palma que estão nos chocolates é realmente uma tarefa mais difícil, mas comece lendo os rótulos, vai descobrir novas alternativas.

 

13. KitKat

O chocolate mais vendido no Brasil! Realmente, ele é delicioso e viciante. Também da Nestlé, o wafer infelizmente é extremamente rico em óleo de palma.

Uma opção é você fazer o seu em casa, existem diversas receitas pela internet – o SOS ensinou como faz Twix de 1 quilo, produto que originalmente também usa óleo de palma. No caso da receita, use chocolate sem o óleo.

 

14. M&Ms

E quem não ama esses mini chocolates? Bom para qualquer hora, ele é delicioso e viciante, mas também é produzido com óleo de palma.

Fabricado pela Mars, que também é responsável pela marca Twix, eles são tão gostosos que você nem percebe o mal que podem estar fazendo para a saúde e ao meio-ambiente. Então, por que não reduzir seu consumo? Além disso, priorize doces orgânicos ou produzidos por marcas que não usam o componente. E, leia os rótulos!

 

15. Aussie

Aussie é uma das marcas de produtos de beleza que utiliza óleo de palma. Além dela, também estão incluídas a Pantene, a Head & Shoulders e outras. Ao comprar seus produtos, atente-se à marcas que não utilizam o óleo em suas composições. Outra coisa, é optar por produtos orgânicos e artesanais, como a Lush, a Ikove Organics e a Surya Brasil.

 

16. Vanish

Casas Bahia, https://www.casasbahia.com.br/produtosdelimpeza/limpezaderoupa/tiramanchas/vanish-pink-alvejante-em-po-refil-400g-kit-com-03-14384976.html

A Reckitt Benckiser é uma das gigantes que também utilizam óleo de palma em seus produtos. Provavelmente na casa de muitos brasileiros, o Vanish é um deles! Além dele, no Brasil, a marca também é responsável pela Veja, SBP, Nugget, Durex e Strepsils.

 

17. Produtos Dove

Divulgação

Fabricada pela Unilever, uma das principais marcas que utilizam óleo de palma em seus produtos, a marca Dove possui shampoos, condicionadores, desodorantes, sabonetes e outros.

Nutrindo a pele, o óleo de palma aparece como “Almendra De Palma Sódica”. Você pode evitá-lo ao optar por sabonetes orgânicos e naturais, da marcas que incentivam a sustentabilidade e o direito dos trabalhadores.

 

Qual a solução?

Apesar de existirem muitas outras alternativas ao óleo de palma, todas são óleos! Ou seja, sempre vamos precisar desses componentes para incluir em nossos alimentos ou produtos.

Em uma reportagem, a BBC explica que, para substituí-lo com óleo de semente de colza, de girassol ou de soja seria necessário utilizar muito mais terra, que resultaria em outras espécies ameaçadas.

Assim, a melhor alternativa é incentivar o cultivo sustentável do dendezeiro. Muitas marcas, agricultores e fabricantes podem produzir o óleo de palma de forma sustentável, ou seja, não desmatando e respeitando os direitos dos trabalhadores da indústria.

A Rede WWF lançou o documento “Os Princípios e Critérios para Produção de Óleo de Palma Sustentável”, que serve como um guia para que agricultores e empresas façam o plantio de maneira correta. São eles:

  • Compromisso com a transparência;
  • Obediência à legislação;
  • Compromisso com a viabilidade econômica e financeira de longo prazo;
  • Uso de melhores práticas por produtores e processadores;
  • Responsabilidade ambiental e conservação dos recursos naturais e da biodiversidade;
  • Respeito aos direitos de empregados, indivíduos e comunidades afetados pela produção e processamento;
  • Responsabilidade na implantação e desenvolvimento de novas áreas para produção;
  • Compromisso para melhoria contínua nas áreas-chave da atividade

O que as fabricantes tem a dizer?

Mars: publicou em seu site oficial novas mudanças em sua política de óleo de palma. Como membro da RSPO (Roundtable for Sustainable Palm Oil) – organização sem fins lucrativos que desenvolve padrões para a produção sustentável do insumo – ela afirmou que adquire o produto apenas com fontes certificadas pelas organização, além de trabalhar apenas com fornecedores que cumpram seu compromisso com a sustentabilidade.

Reckitt Benckiser: diz que também trabalha apenas com fornecedores membros do RSPO e que “garante esse compromisso por meio da parceria com a Fundação Earthworm, globalmente conhecida como The Forest Trust, instituição que trabalha para construir uma cadeia de valor sustentável do fornecimento do óleo de palma, permitindo investigações externas de toda cadeia de suprimento”.

Unilever: informou que assegurar sua demanda de óleo de palma de maneira sustentável é fundamental para o presente e para o futuro da companhia. “Enfrentar as questões complexas na cadeia de fornecimento de óleo de palma – tanto do ponto de vista social quanto do ambiental – requer mais do que compromissos – requer a transformação de toda a indústria”, afirmou o comunicado.

Para isso, a empresa estabeleceu a Política de Fornecimento Sustentável da Unilever que reitera o compromisso de ter 100% de rastreabilidade de todo o óleo de palma e derivados adquiridos pela companhia; e a meta de, até o fim de 2019, ter 100% de todo óleo de palma e derivados certificados para os principais volumes da empresa.

Pandurata Alimentos, detentora da Bauducco: informa que conta com rigorosos padrões de qualidade por parte de seus fornecedores, “inclusive com as empresas fornecedoras do óleo de palma, que seguem os critérios ambientais e sociais da Roundtable do Óleo de Palma Sustentável (RSPO), além de conformidade legal e licença para operar”.

Enquanto isso, a assessoria de imprensa da Qualy – BRF – decidiu não se posicionar sobre o assunto. A Nissin, Panco, Nestlé, Ferrero, Kellogg’s e a Procter & Gamble (Aussie) não responderam nossa solicitação de posicionamento. Iremos atualizando o artigo caso se pronunciem.

 

Confira a animação que o Greenpeace produziu sobre o tema:

 

Fonte(s): Salve A Selva, Receitas Sem Fronteira, BBC, Green Me, G1, Conexão Planeta
Natalia Almeida
Estudante de jornalismo, 21 anos e capricorniana. Veio ao mundo para aproveitar a festa que é a vida e escrever sobre isso.

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