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Vai, planeta!

As 10 Atrações turísticas mais cruéis do mundo aos animais silvestres

Entidade de proteção aos animais elencou as piores maldades.

Saber que existem milhares de animais silvestres aprisionados em cativeiros minúsculos, privados de seus instintos naturais, apenas para o nosso divertimento, é muito triste.

Só que infelizmente nem todos pensam assim. O turismo focado nesse tipo de atração, como o zoológico na Argentina, por exemplo, onde é possível tirar selfies do ladinho de tigres, ursos e leões aparentemente dopados, ainda atraem milhares de turistas.

Turista tira foto no Zoológico de Luján, na Argentina, com leões aparentemente dopados.

Muitos visitantes desse tipo de lugar são atraídos pela curiosidade, pela adrenalina de ficar cara a cara com um animal selvagem e até por amor aos animais, desconhecendo o fato de que, exceto os centros que reabilitam ou os protegem do risco de extinção, essas atrações são cercadas de maus tratos e muito sofrimento.

É fácil nos encartamos ao vermos uma baleia dando mergulhos magníficos em um tanque cheio d’água. Mas a que custo? O que nos diverte quase sempre representa tortura para os animais – como mostra o impactante documentário “Blackfish – Fúria Animal“, disponível na Netflix.

A completa alienação das pessoas sobre o sofrimento dos bichinhos também domina os vídeos virais da internet. Por exemplo, o vídeo de um Lóris que levanta os bracinhos quando lhe fazem cócegas ou o da cadelinha de mochilinha nas costas, que anda sob duas patas. “A coisa mais fofa do mundo!”. Será?

Lóris levantando os braços ao receber “cócegas”.

Na realidade, o Lóris levanta seus bracinhos por sentir-se ameaçado pelas “cócegas” que são como tortura para ele, como falamos neste artigo. Já a cadelinha sofreu maus tratos do treinador, que a obrigava a passar horas e horas sob duas patinhas, como falamos aqui.

Sem contar a “brincadeira” do gato e do pepino e a recente polêmica do ratinho que toma banho, que dividiu a internet.

Como forma de conscientizar e propagar o quão errado é fomentar esse tipo de comportamento e turismo destrutivo, a World Animal Protection, ONG especializada em proteção de animais há mais de 50 anos, elaborou um relatório apresentando as 10 atrações com animais silvestres mais cruéis do mundo.

Para levantar esses dados, a organização combinou suas pesquisas com uma análise de 24 tipos diferentes de atração com esses tipos de animais ao redor do mundo feita por pesquisadores da Universidade de Harvard. O resultado você confere abaixo:

 

1. Passeios em elefantes

De acordo com o relatório, para fazer com que os elefantes aceitem turistas montados em suas costas, eles são levados de suas mães quando filhotes e forçados a passar por um horrível processo de treinamento.

Os treinadores os mantém em jaulas pequenas ou presos com cordas e correntes, que impedem a movimentação do animal. Ganchos pontudos ou ripas de madeira também são usados para agredir os elefantes mais rebeldes e assim, estabelecer a dominância humana. Muitas vezes esses objetos causam feridas profundas nos animais que, por receber visita regular de veterinários, sofrem com infecções e doenças.

Além disso, nos parques, os animais que tem hábito de andarem em grupos são privados de desenvolverem um relacionamento social entre si, causando traumas como estresse pós-traumático, que são carregados para o resto da vida.

O polo turístico mundial para passeios em elefante é a Tailândia, mas isso também ocorre em outros países asiáticos e também na África do Sul.

 

2. Fotos com tigres

O sofrimento enfrentado por tigres não se restringe apenas ao uso de medicamentos para deixá-los mais dóceis. A coisa começa cedo. Quando filhotes, logo nas primeiras semanas de vida são separados de suas mães e começam a ser usados como adereços para foto, segundo o relatório, por horas e horas.

Acorrentados e em uma jaula com piso de concreto, os filhotinhos são abraçados e manuseados por centenas de turistas, como um brinquedo. De acordo com a World Animal Protection, apenas na Tailândia, foram encontrados 10 locais, com cerca de 614 tigres, sobrevivendo nessas condições.

Mas não é só no país que isso acontece. Em outras partes da Ásia, na Austrália, México e Argentina os tigres e leões também sofrem como atração turística.

 

3. Andar com leões

Quase como são feitos com os tigres, os leõezinhos são afastados de suas mães quando completam um mês de idade, e já começam a ser usados como objeto de desejo para as fotos dos turistas, que muitas vezes são orientados pelos treinadores a bater nos filhotes casos eles se comportem de forma agressiva.

Quando os filhotes se tornam maiores, porém ainda possível de serem controlados, alguns deles são usados em um novo tipo de atração, o “passeio com leões”. Onde um humano leva o animal, algumas vezes de coleira, para dar um rolezinho pela natureza.

Quando se tornam adultos, o Zoológico Luján, na Argentina, já nos mostrou o que acontece: conforme falamos no início dessa matéria, os animais são dopados para que todos possam entrar na jaula e fotografá-los.

 

4. Visitar parques e zoológicos com ursos

Os ursos são animais bastante solitários na natureza, porém, nessas atrações eles são mantidos em grupos, geralmente estéreis, em ambientes superlotados, que levam os animais ao estresse e muitas lutas internas, que causam lesões graves no animais.

Além disso, esse estresse pelo qual eles são obrigado a passar, segundo o relatório, podem aumentar a susceptibilidade dos animais silvestres a doenças causadas por infecções bacterianas.

E quando são incluídos em apresentações, quase sempre os animais são vestidos como palhaços, provavelmente sob muitos maus tratos e violência, aprendem truques como andar de bicicleta ou caminhar em cima de um esfera, causando mais estresse.

 

5. Segurar tartarugas marinhas

Que mal pode causar apenas segurar por alguns instantes uma tartaruguinha, não é mesmo? De acordo com o relatório, segurar uma tartaruga marinha faz com que ela sofra uma grande quantidade de estresse, o que pode enfraquecer seu sistema imunológico e aumentar a sua susceptibilidade à doenças.

Além disso, quando manuseadas por humanos, elas entram em pânico e batem intensamente suas nadadeiras, que podem causar garras fraturadas e deslocadas como também fazer com que o turista se assuste e a derrube no chão, causando danos significativos ao animal como quebra do casco – que pode até matar a tartaruga.

Só na última fazenda de tartarugas marinhas do mundo que oferece esse tipo de atração turística, localizada nas Ilhas Cayman, quase 1.300 tartarugas foram recentemente mortas na fazenda após um surto de infecções, provavelmente ocasionadas por este contato humano.

 

6. Apresentação de golfinhos

O sofrimento pelo qual os golfinhos são obrigado a passar em prol do nosso divertimento é impactante. Normalmente eles são perseguidos por barcos em alta velocidade e puxados com o auxílio de redes à bordo. O estresse que isso causa ao animal é tão grande, que muitos deles morrem durante o percurso, antes mesmo de chegarem ao seu local de destino.

Os que sobrevivem a essa etapa, são jogados em tanques, do tamanho médio de uma piscina, o que é totalmente antinatural, de água tratada com cloro, que causam irritações dolorosas na pele e nos olhos dos animais.

Além disso, como vivem em um espaço restrito, cercado por paredes, eles não podem se esconder dos raios solares e sofrem queimaduras solares graves; sua ecolocalização – usada para eles se localizarem durante o nado – também é afetada devido as paredes que o cercam.

E não para por aí, muitos golfinhos também enfrentam doenças relacionadas ao estresse e podem sofrer de ataques cardíacos e úlceras gástricas.

 

7. Macacos dançarinos

Quando você ver um macaco se comportado feito um humano, saiba que, apesar de parecer algo “divertido”, só há sofrimento por trás disso.

Geralmente para aprender esses truques, os animais são treinados de forma bastante agressiva e dolorosa. Quando não estão se apresentando – fantasiados, fazendo palhaçadas – os macacos são mantidos acorrentados à correntes curtas, em jaulas pequenas e muitas à céu aberto.

Segundo o relatório, que analisou os macacos de entretenimento encontrados pelas ruas da Tailândia, assim como cerca de 290 animais que eram alojados em locais reservados para apresentações, muitas vezes, as correntes usadas para render o animal se encorporam a pele conforme o macaco vai crescendo, causando infecções dolorosas e uma série de doenças.

 

8. Passeio em plantações de café civeta

Café civeta é aquele cafézinho produzido com os grãos de café extraídos diretamente das fezes de um pequeno mamífero encontrado na Indonésia chamado civeta. Acredita-se que o processo digestivo dos grãos de café no estômago do animal deixa a bebida muito mais saborosa.

Quando os grãos são coletados de forma natural, ou seja, nas fezes dos animais que estão soltos na natureza, não há crueldade nenhuma, mas de acordo com o relatório, a ganância em produzir cada vez mais café fez com que muitos agricultores começassem a criar as civetas em cativeiro, mantendo-as em gaiolas minúsculas sob uma dieta desequilibrada de sementes de café.

Esse ambiente e a alimentação em excesso forçada causa diversas lesões, doenças e má nutrição nesses animais, além de sinais de tensão como automultilação e comportamentos compulsivos. Apesar de cada xícara custar cerca de mil reais, este tipo de turismo vem crescendo muito na Indonésia.

 

9. Encantar serpentes e beijar cobras

Principalmente na Tailândia, é bastante comum se deparar com encantadores de serpentes. Os turistas se esbaldam com fotos e vídeos ondem manipulam as cobras e até beijam os animais.

Além desse tipo de atração representar certo perigo aos humanos, já que muitas serpentes usadas são venenosas e as mordidas podem ser fatais, para o animal também à risco de vida.

As cobras são capturadas na natureza e como forma de evitar acidentes graves, os “treinadores” utilizam um alicate de metal para bloquear ou até mesmo arrancar seus dutos de veneno. Como esse alicate não é higienizado, essa ação resulta em infecções tão dolorosas aos animais que podem matá-los.

 

10. Fazendas de crocodilos

As fazendas de crocodilos são bastantes comuns na gringa. Enquanto uma parte delas existem para abastecer a indústria da moda e a indústria alimentícia (com a carne do animal), outras já focam no turismo selvagem.

Geralmente os turistas visitam esses lugares para conhecer o animal de perto e também experimentar sua carne.

Segundo o relatório, os crocodilos são mantidos em tanques de concreto, superlotados e sem nenhuma higiene, como são bastante sensíveis, este ambiente pode levar o animal à altos índices de estresse, que podem fazer com que o crocodilo desenvolva doenças infecciosas, podendo levá-lo a morte.

Além desse estresse todo, por conta da competição por espaço, comida e água, os crocodilos lutam entre si, arrancado as pernas uns dos outros. Este ferimento grave e bastante comum faz com que muitos animais acabem morrendo.

Fonte(s): World Animal Protection
Redação - Almanaque SOS
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