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10 Filmes que odiamos amar

Produções de qualidade duvidosa, que cavam um lugar na nossa lista de favoritos.

Existem filmes que, inexplicavelmente, cavam um lugar na nossa lista de favoritos. Produções de qualidade duvidosa, muitas vezes execradas pela crítica, de vez em quando chamam nossa atenção. Pode ter um viés sentimental (como a lembrança de uma época bacana da vida) ou por simples mau gosto, mas é certo que todo mundo gosta de algum filme, no mínimo, questionável.

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– Sai da minha cabeça!

Pensando nisso, listamos 10 filmes que a gente odeia amar. Provavelmente você conhece a maioria dos títulos presentes no compilado. São grandes as chances de tê-los visto pela última vez numa versão dublada esticado no sofá durante uma tarde preguiçosa.

Aproveita e já assiste um dos filmes da lista. Prometo não falar pra ninguém.

 

A Lagoa Azul

The Blue Lagoon [1980]

Pipocômetro:

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Vale Pipoca Média: Todo mundo já viu “A Lagoa Azul” um milhão de vezes. Tem gente pelada, como não amar?

Esse é, sem dúvidas, o campeão de exibições na “Sessão da Tarde”. Lembro que a galera costumava brincar que a Globo exibia esse filme pelo menos uma vez por semana. O longa conta a história de duas crianças que sobrevivem a um naufrágio e precisam aprender a se virar numa ilha paradisíaca. Brooke Shields – no auge de sua beleza estonteante – é quem interpreta a jovem e deslumbrante Emmeline. Tem muita gente pelada. Na real tem 2 pessoas peladas, o tempo todo.

 

Falcão – O Campeão dos Campeões

Over the Top [1987]

Pipocômetro:

vale pipoca turbo

Vale Pipoca Turbo: Stallone como a gente odeia gostar: brutamontes molenga incompreendido e injustiçado.

“Falcão” é um dos filmes mais bacanas de Silvester Stallone! Outro exibido sem dó durante tardes preguiçosas na década de 1990 (apesar de ter sido produzido em 1987), o longa traz Stallone do único jeito que merece destaque: como um brutamontes molenga incompreendido e injustiçado. Lincoln Falcão é um caminhoneiro solitário que sofre desde que perdeu a esposa. O cara acabou se afastando do filho também, que não dá muita bola pra ele. E existe melhor modo de chamar a atenção do filho do que se inscrevendo para um campeonato nacional de queda de braço disputado em Las Vegas? História piegas de superação típica de filme dos anos 1980. E a gente adora. Escondido, claro.

 

O Grande Dragão Branco

Bloodsport [1988]

Pipocômetro:

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Vale Pipoca Turbo: Jean-Claude Van Damme sendo Jean-Claude Van Damme.

O belga (sim, ele é belga!) Van Damme também é ídolo incompreendido de uma geração. Sua filmografia é recheada de clássicos de gosto duvidoso que todo mundo odeia amar. “O Grande Dragão Branco” deve representar o auge do formato explorado por Van Damme durante seus anos de cinema: pancadaria desenfreada embalada com uma história bonita que envolva amor/amizade/superação. Aqui, vemos Van Damme dar vida a Frank Dux, que vai a Honk Kong para disputar o torneio mundial de lutas Kumite. Lá, Dux percebe que seu maior adversário em busca do título será o atual campeão, Chong Li, que usa métodos bem questionáveis para alcançar suas vitórias. A luta final entre os dois é uma das coisas mais sensacionais na história do cinema (sério).

 

Ghost – Do Outro Lado da Vida

Ghost [1990]

Pipocômetro:

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Vale Pipoca Média: Pieguice também faz bem para a alma (entenderam o lance da alma?).

“Ghost – Do Outro Lado da Vida” ocupa um espaço bem peculiar na mente das pessoas. Acho que ninguém consegue definir ao certo se esse é um filme cult ou trash. Ele aborda o espiritismo de maneira interessante e traz o casal vivido pelo saudoso Patrick Swayze e a bela Demi Moore com uma química bacana. Ainda tem a Woopi Goldberg dando vida a medium malucona Oda Mae Brown. Esse trabalho rendeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante para Woopi. O problema (ou, no caso, a solução) seria no fato do filme ser muito piegas. MUITO. Mesmo. Quem não se lembra da clássica cena onde o casal cria um vaso de barro enquanto se acaricia loucamente?

 

A Força em Alerta

Under Siege [1992]

Pipocômetro:

vale pipoca grandeVale Pipoca Grande: Steven Seagal derrota terroristas apenas com seus punhos letais. Gênio.

Steven Seagal! Todo mundo odeia amar o Steven Seagal. Todos os filmes do cara têm enredo parecido: ele derrota centenas de vilões usando praticamente só seus punhos letais. Em “A Força em Alerta” a história não é muito diferente. Terroristas liderados por William Stranix (vivido por um engraçado Tommy Lee Jones) decidem tomar um navio ao estilo pirada moderno. O problema é que a embarcação conta com um cozinheiro meio incomum: Casey, vivido por Seagal. O cara é um agente federal disfarçado e vai acabar com esses terroristas enquanto prepara um delicioso ensopado.

 

Free Willy

Free Willy [1993]

Pipocômetro:

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Vale Pipoca Média: Um filme que fala da amizade entre um garoto e uma orca precisa ser valorizado.

“Free Willy” traz a relação de amizade vivida entre um garoto e uma orca. Só por isso o longa já deveria ganhar um Oscar. Willy provavelmente é um dos bichos de estimação mais incomuns da história do cinema, ou você conhece alguém que tem uma orca? Nessa história, o menino Jesse é órfão. Willy também. Os dois descobrem juntos o significado de companheirismo. Todo mundo gosta desse tipo de história. Mesmo que a maioria das pessoas não assuma (incluindo eu e você). “Free Willy” é um bom filme e quem diz o contrário tem o coração gelado. Vai, Willy!

 

Jamaica Abaixo de Zero

Cool Runnings [1993]

Pipocômetro:

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Vale Pipoca Turbo: Não dá pra confiar numa pessoa que não goste desse filme. Mas acredite, tem quem odeie.

Por incrível que pareça muitas pessoas não gostam nem de ouvir o nome desse filme, mas no fundo, eu sei, todo mundo ama “Jamaica Abaixo de Zero”. Levemente baseado em fatos reais, o longa conta a história da primeira equipe de bobsleigh (espécie de trenó no gelo) da Jamaica a participar de uma Olimpíada de Inverno. Por motivos óbvios – como o clima tropical da Jamaica e a falta de dinheiro e estrutura -, o caminho da equipe até a competição não foi fácil (nem no longa, nem na vida real). “Jamaica Abaixo de Zero”é um filme leve e fácil de assistir. Mesmo não exigindo muito do espectador, nos deixa lições interessantes de superação sem apelar muito. Depila esse coração peludo, é um filme bacana.

 

Uma Babá Quase Perfeita

Mrs. Doubtfire [1993]

Pipocômetro:

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Vale Pipoca Média: Robin Williams sendo Robin Williams.

Um cara se divorcia da mulher e, ao mesmo tempo, perde o emprego. Impedido de ver os filhos, ele então decide se disfarçar de uma velha senhora escocesa e se tornar a governanta de seu antigo lar. Oi? Pois é. Esse é o roteiro de “Uma Babá Quase Perfeita”, um dos papéis mais f*das do aclamado, e saudoso, Robin Williams. De tão sem sentido, o filme acaba nos conquistando, principalmente pela atuação brilhante de Williams. Qualquer outro ator destruiria o longa (que já não é dos melhores).

 

Con Air – A Rota da Fuga

Con Air [1997]

Pipocômetro:

vale pipoca grandeVale Pipoca Grande: Roteiro maluco + Nicolas Cage + vários atores geniais = Amor e Ódio.

Nicolas Cage não poderia ficar de fora dessa. O ator mais amado/odiado de Hollywood tem uma filmografia repleta de ótimos títulos, o cara até já ganhou Oscar em 1996 por “Despedida em Las Vegas”, mas, indiscutivelmente, também faz muito filme ruim. “Con Air – Rota de Fuga” é um mistério. Tem um elenco cheio de nomes de peso (John Malkovich, John Cusack, Steve Buscemi e mais) e roteiro interessante, mas, como a maioria dos filmes que odiamos amar, peca (ou não) pelo excesso de pieguice. O personagem de Cage foi preso após matar um cara durante uma briga num bar e agora está rodeado por uma galera barra pesada. Um voo vai transferir esses presos, mas, claro, a galera do mal toma o controle do avião e inicia um plano de fuga. O personagem de Cage vai tentar consertar o estrago feito por esses criminosos. Afinal, ele é nosso herói!

 

Machete

Machete [2010]

Pipocômetro:

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Vale Pipoca Turbo: Propositalmente Trash. Tudo do jeito que (não) deve ser.

“Machete” é o título mais recente de nossa lista. Surgiu inicialmente com um trailer para ser exibido durante as sessões de Grindhouse (produção feita em conjunto por Quentin Tarantino e Robert Rodriguez que exibia os longas “À Prova de Morte” e “Planeta Terror” na mesma sessão), “Machete”acabou ganhando vida. O longa conta a história de um ex-agente federal vivido por Danny Trejo. Trejo, até então, só ganhava pontas e papéis de vilão nos filmes que participava. Machete talvez seja um dos protagonistas mais pitorescos do cinema recente. O cara combate terroristas apenas com sua machete e distribui golpes em quem entrar na sua frente. Com um elenco de peso (Robert De Niro, Steven Seagal, Jessica Alba, Michele Rodriguez e mais), “Machete” é propositadamente trash. Sangue, explosões… Tá tudo lá. Do jeito que (não) deve ser. Novo clássico dos filmes que odiamos amar.

 

Anderson Neco
Jornalista apaixonado por música, futebol, cerveja e cinema - não necessariamente nessa ordem. Já escreveu sobre cultura, telecomunicações e até gado. Ao longo dos anos, o rapaz - que coleciona frustrações e vinis - só conseguiu ter certeza de uma coisa: "The Godfather" é o filme mais importante de todos os tempos.

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