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Vai, planeta!

10 Dicas essenciais para um Carnaval sustentável (sem destruir a natureza)

Confete feito com folhas até um uso inusitado com filtro de café.

Carnaval é aquele fuzuê. Glitter em todo canto. Latinhas e garrafas jogadas nas vias. Sua dignidade perdida em algum bloquinho… é uma algazarra!

Mas não é por isso que precisamos esquecer da nossa missão de vida, que é cuidar do nosso planetinha. Afinal, só temos esse. Por isso, separamos as melhores dicas para você curtir a folia sem deixar de ser sustentável, anota aí!

 

1. Faça confete com folhas de árvore

Tá pensando em comprar ou fazer confete de papel só para jogar no carnaval? Não precisa, dá pra fazer com folhas de árvore secas (não precisa arrancar as verdinhas e vai nem funcionar direitinho). Fure as folhas com um perfurador e voilá.

 

2. Abandone o glitter convencional

Já faz uns dois anos que, quando chega o período pré-carnaval, a polêmica no glitter vem a tona. Mesmo assim, é sempre bom lembrar que a maioria desses brilhinhos encantadores na verdade são pedacinhos de micro-plástico que demoram cerca de 400 anos para se decompor.

Sem contar que servem de alimento para animais marinhos, o mesmo que você se alimenta no japonês. Falamos tudo sobre isso aqui. Mas fique tranquilo que existe uma série de alternativas para ninguém passar o carnaval sem brilho.

Glitter ecológico

Atualmente, no mercado estão surgindo várias lojinhas que estão investindo no produto e a média de preços não é muito alta. Alguns deles são produzidos com materiais de origem vegetal, ou com plástico biodegradável, que prejudica menos a natureza.

Montamos uma lista com 13 marcas que produzem bio-glitter.

Pó para decoração de confeiteiro

Além de ser super brilhante e bonitinho, ainda é COMESTÍVEL. Dá pra comprar em lojas especializadas em confeitaria. Se não encontrar na sua cidade, também vende pela internet no BarraDoce e na loja Santo Antônio. A média de preço fica entre 7 e 18 reais o potinho.

Dica: experimente misturar um pouco dessa purpurina com algum creminho corporal, de preferência mais transparente possível, que dá um efeito parecido com aquelas loções brilhantes.

Geleia corporal iluminadora

Esse produto faz parte da linha Be(M)Dita Praia da Lola, é uma geleia pós sol e mar que se propõe a trazer hidratação e maciez à pele. Ela é feita com mica dourada, não é a exata mesma coisa que o glitter na pele, mas dá um efeito brilhoso e iluminado.

Pó de Mica

A palavra “mica” deriva do latim micare, que significa brilho, por causa da aparência brilhosa do material. Este grupo de minerais, além de ser matéria-prima de boa parte desses novos glitter ecológicos, é também utilizado na fabricação de cosméticos brilhosos e cintilantes.

Existem variadas cores de mica, podem variar de tons de prata metalizado e dourado, para tons foscos e branco. Segundo Eliana Castro, do Beleza Vegana, o pó de mica não dura muito tempo sozinho na pele, então para utilizá-lo assim, o ideal é misturar com algum creme, batom, gloss, etc., para que tenha uma duração maior.

As lojas online Sabão Glicerina e Peter Paiva, oferecem varias opções do pigmento. A média de preços fica entre 12 e 18 reais o potinho de 15g ou 50g.

Aposte em objetos maiores e reutilizáveis

Na hora de montar o look carnavalesco, dê preferência aos itens maiores, como bolinhas, estrelas e outras formas. Assim, dá pra ter maior controle de onde estão e dá até para reutilizar os acessórios em outros momentos e carnavais.

 

3. Filtro de café para limpar a purpurina

Ok, você foi saiu pro bloquinho e voltou com purpurina grudada no corpo por osmose, ou resolveu usar aquele último potinho guardado pra nunca mais, agora precisa tirar o dito cujo do corpo, além da fita adesiva, só um banho vai resolver.

Beleza, aqui vai uma medida paliativa: encaixe um filtro de café no ralo do banheiro e antes do banho vede o entorno com adesivo, a água vai passar e o glitter vai ficar. Depois, descarte no lixo adequado. Pelo menos os pequenos pedaços de plástico não vão parar nos rios e oceanos e virar comida de peixe.

 

4. Dê preferência às latinhas

Há 14 anos o Brasil é o maior reciclador de latas de alumínio do mundo. O índice de reciclagem é de 98%, de um valor estimado de 23 bilhões de unidades fabricadas por ano, quase todas as latas que utilizamos são recicladas. Diferentemente de embalagens feitas de outros materiais, como o vidro e o plástico, que apesar de serem recicláveis não são necessariamente recicladas.

As garrafas long-neck de vidro quebram com facilidade e são mais pesadas, o que as tornam menos atrativas para as cooperativas de reciclagem. Além de possuírem pouco valor de mercado. Isso faz com que elas acabem sendo descartadas no lixo comum, no Brasil, somente 40% dessas embalagens são reciclados.

O sistema de reciclagem de garrafas PET no Brasil é um dos mais desenvolvidos no mundo, ainda assim, de acordo com o último censo da Abipet (Associação Brasileira da Indústria PET) de 2016, 51% do material foi reciclado no país. Ou seja, quase metade das 274 mil toneladas de PET produzidas foram parar em lixões, aterros sanitários ou nos oceanos.

Por isso, na hora de comprar aquela cervejinha, dê preferências às latas! Na hora de jogar fora, lembre-se de amassá-las (facilita o trabalho dos catadores e ocupa menos espaço) e descartar sempre no lixo adequado.

 

5. Leve sua garrafinha de água

Brasil, calor e festa, a combinação desses três elementos, mesmo para quem não planeja beber, só pode resultar numa coisa: sede. E para evitar comprar aquelas garrafinhas d’água de plástico, o ideal é andar sempre com sua própria garrafa.

Dado curioso divulgado pelo The Guardian, quase um milhão de garrafas plásticas são vendidas a cada minuto no mundo. Nos EUA, só em 2015, cada pessoa comprou 346 unidades, o que representa um total de 111 bilhões de garrafas. No mesmo ano, consumidores da China consumiram 68,7 bilhões de garrafinhas, sendo que em 2016 esse número subiu para 73,8 bi.

O bom é que além de contribuir para a geração de menos lixo, você ainda economiza por não ter que comprar na hora pagando preços absurdos por 500 ml de água, como costuma ser nesses eventos.

 

6. Leve seu próprio copo

Evite o uso de descartáveis que somente serão usados uma vez e jogados fora. Ao invés disso, é muito mais consciente levar o seu copo ou caneca de casa. Para evitar perda, o melhor é levar um que tenha alça, fazer um cordão com barbante ou outro material que preferir e deixar preso no pescoço. Assim a gente não esquece nosso copinho largado em qualquer lugar.

 

7. Evite comprar roupas ou fantasias novas

Cher, diva consciente.

A industria da moda depende de vários recursos da natureza e humanos. Seja desde a matéria prima que afeta a agricultura (algodão, linho…) e pecuária (couro e peles),  fora que a produção de roupas, envolve muitas vezes condições de trabalho desumanos com escala de trabalho e salário injusto.

Cerca de 3% da emissão de CO2 do mundo é causada por esta indústria, uma calça jeans nova gasta em média 3.480 litros de água para ser fabricada. Além disso, 15% do material utilizado na confecção de roupas novas é simplesmente desperdiçado.

Diante desde cenário, não faz sentido ter que comprar fantasias novas todo ano só para serem utilizadas por três dias e olhe lá. Procure reaproveitar fantasias de eventos passados, fazer trocas com amigos ou reutilizar o quê já tem em casa para fazer algo novo. O SOS já publicou dois artigos para te ajudar nessa, AQUI e AQUI.

Se nenhuma dessas opções derem certo e realmente quiser muito comprar uma peça nova, vá em brechós! O planeta e seu bolso agradecem.

 

8. Prefira o transporte público e a bicicleta

Isso vale para o ano todo. Além do clássico se beber não dirija e encontrar vagas em eventos ser um saco, andar de carro por dois dias emite a quantidade de CO2 equivalente a fazer o mesmo trajeto de metrô por um mês.

Curtir os bloquinhos indo de ônibus ou metrô pode ser muito mais divertido e até seguro. Evitando possíveis roubos no seu carro, por exemplo. Dá pra aproveitar tudo de forma bem mais tranquila. Se possível, experimente utilizar transportes alternativos como a bicicleta.

Se não der para dispensar o carro de jeito nenhum, lembre-se de oferecer ou pedir carona para amigos que moram por perto. Quanto mais cheio (dentro da legalidade, claro) o carro estiver, melhor! Se cinco pessoas forem  juntas em um só veículo, já emite bem menos CO2, que se as pessoas estivessem indo em cinco carros diferentes.

 

9. Aposte em alimentos leves e evite carne

Frutas, saladas, grãos, leguminosas, oleaginosas. Todo alimento com rápida e eficiente digestão vai te ajudar na hora de pular o carnaval. E nessa, vegetarianos e veganos já estão ligados. Além de complicar seu desempenho no bloco, a indústria da carne destrói a natureza. Não apenas por conta dos animais mortos:

  • De acordo com o site especializado em consumo de água, Water Footprint, para cada quilo de carne são gastos cerca de 15.500 litros de água.
  • Segundo reportagem da revista Veja, aqui no Brasil a produção de apenas um quilo de carne bovina manda para o ambiente cerca de 335 quilos de dióxido de carbono, o mesmo que um carro emite durante um rolê de 1,6 quilômetros.
  • O peido das vacas (sim!) é responsável por 18% do aquecimento global, enquanto que o setor de transporte responde por 13,5%.
  • Segundo matéria do Estadão, no Brasil, a criação de gado bovino para corte responde 15,4% dos gases, superando a queima de combustíveis fósseis, que geram 15,1% do total de gás jogado na atmosfera.
  • De acordo com os relatórios do Banco Mundial, a pecuária é responsável pelo desmatamento de 91% da Amazônia.

Se quiser saber mais, o SOS fez alguns artigos sobre o assunto, AQUI e AQUI.

 

10. Use o lixo ou leve o seu próprio lixinho

Por último, mas com certeza não menos importante, é sempre bom lembrar de JOGAR LIXO NO LIXO! A gente aprende isso desde cedinho na escola e em casa e mesmo assim, até hoje, depois do carnaval as ruas ficam uma nojeira só.

Este lixo jogado nas ruas, além de causarem um impacto visual horroroso, entopem bueiros que contribui para o acontecimento de enchentes na época das chuvas. É comum encontrar todas as lixeiras lotadas nestes momentos. Por isso, é sempre bom levar um saquinho junto para ir guardando o seu próprio lixo, para depois fazer o descarte mais apropriado.

 

Fonte(s): Folha, Menos Um Lixo, El País, Revista Galileu, Prada Porter, Akatu, Beleza Vegana
Giullia Venus
Redatora, aspirante a ecochata, feminista, gosta de coisa de gente doida e filme ruim.

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