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10 Filmes proibidos para pessoas paranoicas

Se tem receio de estar sendo vigiado, não leia. Ou vamos saber de tudo.

Anderson Neco - Publicado: 07/11/2014 13:20 | Atualizado: 07/11/2014 17:59
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Há pouco tempo listamos aqui filmes que tem a capacidade de fazer nossa mente explodir. A matéria repercutiu bem e, claro, muita gente questionou a falta desse ou daquele longa entre os selecionados. Normal. Lista é sinônimo de polêmica.

Como é deveras difícil agradar a todos, pensamos em uma nova lista com um tema similar, ou melhor, complementar. Desta vez, vamos elencar alguns filmes que provocam a nossa paranóia. As opções, mais uma vez, são diversas. Roteiros malucos, teorias da conspiração, problemas psicológicos e diversos outros temas são abordados por esses longas bacanudos e malucões.

Paranoia

Receio de estar sendo perseguido, vigiado ou de que uma instituição trama algo para te prejudicar. Todo mundo já desconfiou disso, certo? Eu aposto que essa sensação também te acompanhou ao ver os créditos finais de um filme.

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Pois bem. Listamos aqui 10 filmes paranoicos para você se deleitar. E não esqueça de conferir a fechadura da sua casa e abrir o navegador da internet no modo anônimo.

 

Intriga Internacional

North by Northwest [1959]

Pipocômetro:

vale pipoca turboVale Pipoca Turbo: Hitchcock transforme o suspense em paranoia de forma genial.

O mestre do suspense Alfred Hitchcock, claro, integra a lista de filmes paranoicos. O clássico “Intriga Internacional”, do longínquo ano de 1959, traz todos os elementos de um filme do gênero, só que com um fator diferencial: Hitchcock. A direção primorosa do homem catapulta o longa à condição de título indispensável para qualquer amante do cinema. “Intriga Internacional” conta a história de Roger, um publicitário de sucesso. O cara é confundido com um agente secreto chamado Kaplan. A partir daí, a vida de Roger e a trama ganharam ares complexos. Os personagens ganham ares misteriosos, não se sabe mais em quem confiar plenamente. Alfred Hithcock explora todos os elementos cinematográficos possíveis para elevar nossa paranoia ao grau máximo.

 

A Conversação

The Conversation [1974]

Pipocômetro:

vale pipoca turboVale Pipoca Turbo: Coppola sabe conduzir um filme como poucos.

Um dos filmes mais aclamados de Francis Ford Coppola (Trilogia “O Poderoso Chefão”, “Apocalypse Now”, entre outros), “A Conversação” conta a história de Harry Caul, um detetive profissional conhecido por sua dedicação e implacável precisão em suas investigações. Quem dá vida a Caul é o respeitadíssimo Gene Hackman, que ainda é lembrado nos dias de hoje por esse emblemático trabalho. Caul usa as tecnologias mais vanguardistas da época – o filme é de 1974 – para investigar pessoas. Após o pedido de um executivo, o detetive acompanha a vida de um casal, mas o cara é atormentado por memórias de investigações passadas que geraram consequências assustadoras. Clássico paranoico.

 

1984

Nineteen Eighty-Four [1984]

Pipocômetro:

vale pipoca grandeVale Pipoca Grande: Bom filme, mas o livro é melhor.

“1984”, o livro escrito pelo britânico George Orwell, é uma das obras mais aclamadas da história da literatura moderna. O romance, escrito em 1948, imaginava como seria o futuro em 1984. Para Orwell, viveríamos sobre constante vigilância do Estado, que controlaria todas as nossas ações e tentaria ter uma população completamente homogênea e, consequentemente, de mais fácil controle. Em “1984”, todos os lares possuem uma grande tevê que vigia nossos passos e atitudes. Tudo é controlado pelo Grande Irmão (Big Brother, em inglês; daí vem o nome do famoso reality show), uma figura onipresente que tudo sabe e tudo vê. O longa, dirigido por Michael Redford e lançado no ano que batiza o livro, é fiel ao romance e traz a paranóia necessária para se tornar um clássico. Mas, claro, o livro sempre será mais lembrado que o filme.

 

O Show de Truman

The Truman Show [1998]

Pipocômetro:

vale pipoca grandeVale Pipoca Grande: O filme que mudou o modo como enxergamos Jim Carrey, e a nossa vida.

“O Show de Truman” é um dos filmes mais emblemáticos em toda a carreira do Jim Carrey. Até então, o ator norte-americano era conhecido apenas por (ótimas) comédias pastelão, como “Debi & Lóide”, “O Máscara” e “Ace Ventura”. O diretor Peter Weir viu potencial em Carrey e decidiu dar-lhe o papel de protagonista num drama. O resultado não poderia ser melhor. Lançado em 1998, foi um dos primeiros longas a criticar os reality shows que, naquela época, assolavam as tevês de todo o mundo. Carrey interpreta Truman, que leva uma vida pacata, um típico norte-americano de classe média. Mas o cara nem desconfia que, na real, sua rotina é uma mentira e todos os seus passos são transmitidos ao vivo, para todo o mundo. O longa, claro, tem um quê de “1984”.

 

Primer

Primer [2004]

Pipocômetro:

vale pipoca grandeVale Pipoca Grande: Confusão, complexidade e paranoia em níveis altíssimos.

“Primer” talvez seja o filme menos conhecido da lista. Lançado em 2004, o longa foi dirigido, roteirizado e protagonizado por Shane Carruth. A centralização tem um motivo claro: pouca verba. Ao todo, “Primer” custou míseros US$ 7 mil (verba MUITO abaixo dos padrões hollywoodianos). Mesmo com orçamento baixíssimo, o longa ganhou ares “cult” e acabou premiado no Festival de Sundance de 2004. O trama gira em torno de dois engenheiros que, durante um projeto pessoal tocado dentro de uma garagem, descobrem um meio de viajarem no tempo. Mas se engana quem pensa que “Primer” aborda viagens no tempo de maneira superficial. Cheio de linguajares técnicos e com um roteiro que foge do padrão, o longa é propositalmente confuso, feito para ser visto pelo menos quatro vezes. Paranoia e conspirações, claro, fazem parte da trama.

 

O Homem Duplo

A Scanner Darkly [2006]

Pipocômetro:

vale pipoca grandeVale Pipoca Grande: Richard Linklater repete a fórmula de sucesso de “Waking Life” e acerta.

“O Homem Duplo” é inspirado no romance homônimo escrito por Philip K. Dick. O longa, dirigido por Richard Linklater, usa a mesma técnica de Rotoscopia Digital explorada pelo diretor em “Waking Life” (que frequentou nossa lista de filmes que fazem sua mente explodir). Se “Waking Life” traz diálogos incríveis que questionam a sociedade, o capitalismo, as relações afetivas e diversos outros elementos da sociedade contemporânea, “O Homem Duplo” tem foco maior na paranoia. A trama conta a história do policial Fred, que recebe a missão de investigar seu alter-ego, o traficante Bob. É isso mesmo. O cara precisa investigar seu alter-ego. Fred é viciado em drogas – mais precisamente na substância D, que só existe na trama – e sua paranoia é potencializada pelo uso da parada.

 

A Vida dos Outros

Das Leben der Anderen [2006]

Pipocômetro:

vale pipoca turboVale Pipoca Turbo: Espionagem e paranoia na Alemanha Oriental durante a Guerra Fria. Gostamos.

Vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2007, o alemão “A Vida dos Outros” tem direção caprichada de Florian Henckel von Donnersmarck. O filme se passa na Alemanha Oriental em 1984 (será que temos alguma conexão com o livro de George Orwell aqui? Acho que sim) durante a Guerra Fria e mostra a rotina do espião Ulrich, que trabalha para a Causa Vermelha Comunista alemã oriental. O cara é orientado a seguir os passos de Georg Dreyman, consagrado dramaturgo que, supostamente, está tramando a favor do lado ocidental do país e da causa capitalista. “A Vida dos Outros” mostra como funcionava a guerra entre as Alemanhas cinco anos antes da queda do Muro de Berlim e deixa claro que a espionagem é algo bem próximo da nossa realidade.

 

Lunar

Moon [2006]

Pipocômetro:

vale pipoca turboVale Pipoca Turbo: Ficção científica que não fica atrás de clássicos como “2001 – Uma Odisseia no Espaço”.

“Lunar” é um longa de assertividade ímpar. Trabalho de estreia de Duncan Jones – que é filho de David Bowie -, o filme é ficção científica, mas passa longe dos chavões do gênero. Com diversos elementos de “2001 – Uma Odisseia no Espaço”, clássico de Stanley Kubick, “Lunar” deixa a gente com uma pulga atrás da orelha desde seu primeiro frame. Sem explosões ou perseguições de naves espaciais, o filme conta a história de Sam Bell – vivido por brilhantismo por Sam Rockwell -, praticamente único personagem da trama (poderia inclusive entrar na lista de filmes para solteiros). Sam vive sozinho na lua, extraindo uma espécie de minério que garante energia limpa e barata para a Terra e seus habitantes. Lá, o cara tem apenas a companhia de GERTY, um supercomputador que fala (o gênio Kevin Spacey dá voz à máquina). Ao longo da trama, a gente descobre que a ida de Sam à Lua não tem conexão com causas tão nobres assim e que o tempo não tem passado na velocidade que ele pensa.

 

A Ilha do Medo

Shutter Island [2010]

Pipocômetro:

vale pipoca grandeVale Pipoca Grande: Scorsese se aventurando no universo da paranoia? Não tem como dar errado.

Martin Scorsese é um mestre. O diretor responsável por filmaços como “Taxi Driver”, “Os Bons Companheiros” e muitos outros já marcou seu nome na história do cinema moderno. Scorsese se aventurou por diversas frentes ao longo dos anos produzindo filmes e, claro, a paranoia também ganhou lugar de destaque. “A Ilha do Medo”, de 2010, traz um Leonardo DiCaprio inspirado dando vida ao policial Teddy, que, em 1954, investiga o desaparecimento de uma paciente no hospital psiquiátrico Shutter Island Ashecliffe, em Boston. Lá, Teddy se depara com condições subumanas e tratamentos, no mínimo, controversos. Durante a busca por respostas, algumas verdades impostas por Teddy começam a cair por terra.

 

Garota Exemplar

Gone Girl [2014]

Pipocômetro:

vale pipoca turboVale Pipoca Turbo: David Fincher transforma qualquer filme num clássico.

Mais recente trabalho do renomado diretor David Fincher – conhecido, principalmente, pelo já clássico “Clube da Luta” -, “Garota Exemplar” também nasceu inspirado num best-seller. Assim como “Clube da Luta”, que surgiu a partir do romance homônimo escrito por Chuck Palahniuk, o novo filme de Fincher foi inspirado num livro da escritora Gillian Flynn. A trama parece normal, mundana. Trata do desaparecimento da esposa de Nick (Ben Affleck). Mas Fincher consegue transformar a história de tal modo que nos deixa abismado com o desenrolar dos fatos. Dar detalhes é estragar a surpresa de assistir esse belo filme. Paranoia no seu grau mais extremo.

 



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Jornalista apaixonado por música, futebol, cerveja e cinema - não necessariamente nessa ordem. Já escreveu sobre cultura, telecomunicações e até gado. Ao longo dos anos, o rapaz - que coleciona frustrações e vinis - só conseguiu ter certeza de uma coisa: "The Godfather" é o filme mais importante de todos os tempos.
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